A Cultura Indiana


Índia e suas diferentes visões
22 de Setembro de 2009, 18:16
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Uma das civilizações mais antigas do nosso planeta, a Índia é um país de contrastes. A diversidade de línguas, hábitos e modo de vida não impedem que haja uma grande unidade na cultura do país. Ao mesmo tempo em que cada Estado tem seu próprio modo de expressão, como na arte, música, linguagem ou culinária, o indiano é profundamente arraigado ao sentimento de amor à sua nação e tem orgulho de sua civilização ancestral, o que mantém vivas até hoje muitas tradições.

Na cultura indiana o apego aos símbolos é marcante, pois as divindades, com seus muitos braços, cada um deles carregando objetos ou armas, símbolos em si – como o lotus, livro – indicam as direções, na maioria delas representa os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. Qualquer poder do espírito supremo é chamado deus ou deusa, apesar de Deus ser Uno e Absoluto,  e por isso são tantos, pois são muitas as manifestações de Deus.

Outra coisa que importante para entendermos a cultura indiana, é a crença na reencarnação, que para os hinduístas, assim como para muitas outras religiões, é um preceito básico e incontestável. Somente considerando isso é que um ocidental pode entender o sistema de castas. Na filosofia indiana a vida é um eterno retorno, que gravita em ciclos concêntricos terminando no seu centro, coisa que os iluminados atingem. Os percalços do caminho não são motivos de raiva , assim como os erros não são uma questão de pecado, mas sim uma questão de imaturidade da alma.

O ciclo completo da vida deve ser percorrido e a posição da pessoa em cada vida é transitória. Essa hierarquia implica em que quanto mais alto se chega na escala, maiores serão as obrigações. A roda da vida cobra mais de quem é mais capaz. Um Brâmane, por exemplo, que é da casta superior, dos filósofos e educadores, tem uma vida dedicada aos estudos e tem obrigações com a sociedade. As outras castas são: Kshatriya, administradores e soldados, Vaishya, comerciantes e pastores e Sudras, artesãos e trabalhadores braçais. Antigamente esse sistema de castas era seguido como lei, mas depois que Mahatma Gandhi, o grande personagem da libertação da Índia, contestou isso em nome dos direitos humanos, hoje na Índia a mobilidade social já se faz presente.

Além do Induismo, existem outras religiões presentes na Índia como o Islamismo e o Budismo. O Islamismo é fundamentado sobre a crença de que a existência humana é submissão (Islãm) e devoção a Allah, Deus onipotente. Para os muçulmanos, a sociedade humana não tem valor em si, mas o valor dado por Deus. A vida não é uma ilusão, e sim uma oportunidade de bênção ou penitência.  O Budismo também se faz presente, já que a Índia é a terra onde nasceu Buda, e onde tudo começou. No tempo do Imperador Ashok, o grande rei unificador da Nação indiana, a maior parte se converteu ao Budismo, que alguns chamam de filosofia e não religião, pois não existe adoração a Deus e o ser humano é levado a conquistar a paz interior pelo caminho do meio, ou seja, o equilíbrio.

O modelo educacional tradicional na Índia é um dos mais ricos do mundo, e um dos principais fatores que transformaram a educação foram a religião e o contato com etnias diferentes. O budismo foi fundamental para o ensino na linguagem comum e para a popularização da produção do conhecimento.

A educação tem um papel de catalisador para o desenvolvimento social da Índia, pois a influência do alcance da educação e do contato com outras culturas provocou o desenvolvimento de vários setores, como literatura e ciência.  Assim, apesar da força que a espiritualidade tem para a cultura indiana, o conhecimento tem um lugar central na vida dos indianos, pois toda essa importância dada às religiões se deve ao princípio de que o propósito da vida na terra é sair da escuridão da ignorância e chegar à luz do conhecimento. Como curisiodade citamos que o conceito do Zero nasceu na India, e também que a primeira Universidade, existiu em Nalanda, no Estado de Bihar ,nos tempos ancestrais.

A matemática do modo como entendemos hoje em dia, deve à Índia todo o seu fundamento, pois todo o sistema de numeração é indo-arábico, ou seja, os árabes buscaram na Índia e difundiram os algarismos que usamos até hoje. A fórmula de Bhaskara que foi criada na Índia é usada para resolver todas as equações de segundo grau.

A grande contribuição para o mundo além da filosofia, e que faz parte da vida de todos os indianos, são os avanços na tecnologia da informação. Destaca-se que a Índia hoje tem exportando Phd’s na área de Softwares principalmente para a Europa e EUA. No Brasil, o Departamento de Microeletrônica da Universidade de São Paulo, USP – o Instituto de Pesquisas Espaciais, INPE, e o IPEN – Instituto de Pesquisas Nucleares contam com profissionais indianos em cargos importantes.

No campo da pesquisa espacial, o telescópio Chandra, da NASA, que leva o nome do físico indiano, é superior em tecnologia ao Hubble, mais conhecido por ser responsável por telecomunicações. Outra área importante, é a biotecnologia, campo que a Índia domina sobre muitos países.

Por Anaiz, Natália e Lucas.


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